terça-feira, 18 de outubro de 2016

Cabresto

A vida às vezes é meio estranha: em um dia podemos estar morrendo de amores, mas no outro após ouvir coisas desnecessárias seu coração se transforma em uma pedra de gelo, para então você pensar que as providências necessárias sejam tomadas para que os ajustes necessários à sua vida sejam feitos antes que seu psicológico começo a te prejudicar a ponto que você pode sair como a pessoa 'má' na história, mas não vamos nos alongar neste assunto, pois o ponto deste texto é outro.

A vida tem mudado muito no último mês. Desde a descoberta de novas amizades, formas de dar e receber carinho até algumas decepções, principalmente relacionadas a velhas rotinas, mas que vieram mascaradas em contextos diferentes, pessoas diferentes, conflitos diferentes.

Quando resolvi colocar minha vida neste patamar de (necessária) mudança, uma das grandes razões foi principalmente o exercício de uma grande pressão em relação a traços da minha personalidade, críticas a minha aparência, questionamentos em relação a quem eu me aproximava e a escolhas que me faziam sentir melhor comigo mesmo. Quando resolvi mudar de vida, tive a ilusão de achar que nesta mudança de panorama eu respiraria aliviado em relação a esses tipos de interferência no meu espaço individual. Nos últimos dias, tenho sentido que diariamente, de forma indireta, há algum tipo de energia estranha que tem julgado minha vivência cotidiana como se fosse uma nuvem nublada querendo acinzentar minha personalidade como se houvesse algo errado em tentar colorir meu mundo à minha maneira.

Depois de rolar na cama nas últimas duas noites em reflexão, a conclusão atingida foi a de que quero espalhar sim todo o amor, amizade, carinho, empatia e abraços quentinhos da forma que eu bem entender, pois de todas as prioridades da minha vida, a mais importante para agora é voltar a ser dono de tudo que meu coração sentir.

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